domingo, 18 de novembro de 2012

IV . Classificação de risco gestacional

Classificação de risco gestacional ( ÍTEM 5.2 no Caderno AB)



Algumas gestantes podem apresentar  fatores de risco e com isso , maior probabilidade de evolução desfavorável. São as chamadas “gestantes de alto risco”.

É de fundamental importância identificar os fatores de risco gestacional o mais precocemente possível. 

O acolhimento, em especial à gestante, objetiva fornecer não um diagnóstico,
mas uma prioridade clínica, o que facilita a gestão da demanda espontânea e, consequentemente, permite que haja impacto na história natural de doenças agudas graves e potencialmente fatais, que, se não atendidas como prioridades, podem levar à morte, por exemplo, uma gestante com síndrome hipertensiva.

Portanto, é indispensável que a avaliação do risco seja permanente, ou seja, aconteça em toda consulta. Em contrapartida, quando são identificados fatores associados a um pior prognóstico materno e perinatal, a gravidez é definida como de alto risco, passando a exigir avaliações mais frequentes, muitas vezes fazendo-se uso de procedimentos com maior densidade tecnológica.



 O processo dinâmico e a complexidade das alterações funcionais e anatômicas
que ocorrem no ciclo gestacional exigem avaliações continuadas e específicas em cada período.

A atenção básica deve ser entendida como porta de entrada da Rede de Atenção à Saúde, como ordenadora do sistema de saúde brasileiro. Nas situações de emergência obstétrica, a equipe deve estar capacitada para diagnosticar precocemente os casos graves, iniciar o suporte básico de vida e acionar o serviço de remoção, para que haja a adequada continuidade do atendimento para os serviços de referência de emergências obstétricas da Rede de Atenção à Saúde.
Ao nível primário, quando se considerar a situação resolvida e/ou a intervenção já realizada ,  a unidade básica de saúde deve continuar responsável pelo seguimento da gestante encaminhada a um diferente serviço de saúde.
A seguir, são apresentadas situações em que deve ser considerado o encaminhamento ao pré-natal de alto risco e/ou à emergência obstétrica.
É importante que a equipe de atenção básica se baseie em sua experiência clínica para o
encaminhamento da paciente.

 À seguir apresentamos um check list que deverá ser considerados na conduta frente à presença de um ou mais fatores de risco:
FICHA 2 CHECK LIST CONDUTAS FRENTE AOS FATORES DE RISCO

Tarefa mínima
Verificar dentre sua gestantes atuais se existe mudança de conduta ou possíveis encaminhamentos após aplicar o checklist.

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